segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quebrado

Maldita segunda-feira.
Estou aqui todo quebrado, dolorido, parecendo o Robocop. Bater uma bolinha no fim de semana é esporte radical para certas idades.
Ok, aprendi minha lição.

Mas, continuo odiando a segunda-feira!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Arte de Cuspir




Nessa de reler meus livros, acabei achando um muito especial. Não só pelo conteúdo, mas pela história. Quando trabalhava no SIG-DF (Setor de Indústrias Gráficas), a muito tempo. Um amigo ganhou o livro: A Arte de Cuspir, do próprio autor (Ezio Flávio Bazzo). Eu estava na gráfica, embaixo da editora e este amigo passou com o livro na mão. Estava novinho, cheirando a tinta e cola (adoro sentir este cheiro de livro que acabou de nascer). Pedi para dar uma olhada e vi que tinha até dedicatória. Adorei o título e a capa (uma reprodução do artista W.Blake. Que sou muito fã). Na página de rosto tinha: “ A paciência é um atributo dos alienados. Quem “sabe”, começa a correr contra o tempo e só para quando entra em coma...”. Me identifiquei de imediato. Meu amigo disse para eu não ler – Este cara é meio louco – disse ele referindo-se ao autor. Gostei mais ainda. O livro ficou jogado por lá. E de vez em quando eu dava de cara com ele. Até que um dia o peguei e resolvi ler. Eu fazia muito isso na editora. Nem sempre tinha o que fazer. Não existia computador, e muito menos internet. Então, eu lia muito. Os livros ficavam de bobeira por lá. Eu li muita poesia, muitos contos e pequenos romances de autores desconhecidos.  Ilustrei e finalizei muitos deles também. Mas, decidi ler o livro e quando comecei , não parei mais. Fiquei tocado pelo niilismo, pela revolta e pela crueza do texto. Era muita rebeldia para um pós adolescente.  Mas me serviu como provocação e influência. 


O tempo passou e de vez em quando eu lembrava deste livro.  Nas navegadas pela internet encontrei o autor numa rede social. Adicionei e ele aceitou. Vi que ele continuava a publicar seus livros e sempre da mesma forma, totalmente independente. Vi em um dos seus álbuns a capa do Arte... e fiquei louco para adquirir um exemplar.
Aconteceu que no parque da cidade estava no segundo dia da Feira do Livro. Todos os anos eu dou uma volta por lá. Quando passei pelo portão de entrada, eu virei a esquerda e dei de cara com um stand que estava vendendo livros usados. E, para minha sorte, um deles era justamente “A Arte de Cuspir”. Nada acontece por acaso. Nosso pensar atrai o que queremos (ou o que não queremos, mas nos conectamos). Agarrei-o e trouxe comigo.  Reli com muito prazer. E claro, o efeito do texto na minha cabeça não foi a mesma coisa. Mas, mesmo assim, ainda se colhe muita coisa boa deste maldito livro.
Quem gosta de leituras malditas, rebeldes e revoltadas, esta é a melhor dica que tenho. Puro niilismo (bomba atômica na cabeça).

Revolta

Me questionam constantemente por quê não possuo partido político, político preferido e nunca voto em ninguém. Já nem perco meu tempo tentando me justificar. Mas quando vejo, ao acordar, a notícia de que Genuíno (condenado) assume hoje um cargo de deputado na câmara. Me sinto na confortável segurança das minhas convicções. E me dá vontade de dizer algumas coisas:

1- não concordo com obrigatoriedades (votar, serviço militar, horário de verão, impostos, várias leis etc),
2-vivemos uma falsa democracia,
3- tratam partidos como religião e seus líderes como santos,
4-o povo não vota, é induzido a votar (e controlado pela mídia dominadora.Como gado ruminante),
5- re-eleição é atestado de burrice popular. O mesmo que clama por mudanças, re-elege ... e muito mais.

Acho que já deu para desabafar um pouco a revolta que sinto neste momento.
Chega. Fui !!!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Relendo

Decidi reler meus preferidos. Vou começar com Buk, depois parto para Kerouac. Depois... sei lá.
Meus livros são riscados, marcados, cheios de observações. Tenho esta mania desde criança. Poucos sabem, mas comecei a desenhar nos livros do meu pai. Eu desenhava todos os espaços em branco que encontrava. Ele era professor. Quando pegava os livros, via minhas obras. Ele nunca brigou. Pelo contrário, me deu mais materiais. Meu velho me entendia (no início).
Então. Lá vou eu na minha releitura.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Ritual

Todas as vezes que estou bebendo uma cerveja e me dá vontade de enlouquecer de vez, eu peço uma pinga. E sempre lembro de um um amigo que tive, que era produtor gráfico, que me ensinou a fazer um ritual:
1- Peça a pinga. Seleta ou Boazinha
2- Peça sal e limão
3 - Abra a mão e afaste um pouco o polegar esticado para o lado. Fica um “L“. Aparece um buraquinho entre os músculos.
4 - Neste mesmo coloque sal e pingue gotas de limão (cuidado para não esparramar)
5 - Lamba esta mistura e em seguida tome uma dose da pinga.
6 - Deixe tudo se misturar na língua e engula.
Eu sempre repito isso em memória ao meu amigo.

Hiper-Ativo

Por mais que eu diga que vou ficar parado, sem fazer nada. Não consigo por muito tempo. Sou um adulto hiper-ativo. Hoje fiz uma segunda sessão de uma tattoo de um amigo. E logo em seguida corri para o comércio para aproveitar uma promoção de tablets (presente de natal de minha filha. Dias depois do natal).  Todos os da promoção tinham sido vendidos. Decidi comprar um melhor. Assim que paguei mandei uma mensagem avisando. Ela respondeu eufórica. E eu me senti bem. Mesmo tendo gastado mais. Me senti pai. Daqueles que se fodem para ver o sorrir feliz dos filhos.
Só quem tem uma cria sabe que sentimento é este. E luto muito para que eu seja um pai digno da filha que tenho. E para que um dia eu possa olhar para toda esta louca estrada e veja, entre tantos desvios, uma história que ela se orgulhe. Assim como me orgulho da luta dos meus dois velhos.